Eu passei por isso.
Tenho uma boxer fêmea, que amamos, estava conosco a 3 anos quando o Júnior chegou em casa. A chegada do bebê é um momento emocionante e agitado para todos, inclusive para seu animal de estimação.
Eu sempre soube que meu filho e meu cachorro seriam amigos, e são, hoje o Júnior com 3 anos brinca com a Kitty como se fossem “amigões”. Mas teríamos uma período de adaptação.
Escutei muita coisa de várias pessoas, entre elas a campeã no ranking era que meu animal de estimação “ia comer meu bebê”, é verdade!!
Pois bem, vivemos muito bem, o Júnior e a Kitty se adoram, ela protege ele a todo o momento, fica desesperada quando ele cai e chora, na hora de ir para a escola o Júnior beija e abraça a Kitty e fala “já volto minha amiga, vou para a escola”. É linda a cena. Quando viajamos ele sempre menciona que sente saudades da Kitty.
Se você tem um animal não se desfaça dele por causa da criança, pode ter certeza crianças que convivem com animais são bem saudáveis.
Siga algumas dicas para a boa convivência da família.
A primeira coisa que fiz, foi levar a Kitty ao veterinário, fiz todos os exames necessários para bem da saúde dela e do bebê que estava na minha barriga.
Em seguida castrei a Kitty, ela ficou mais dócil e amiga. Essa opção foi a mais sensata para mim e minha família, pois não queríamos criar filhotes dela, acho um absurdo pessoas que colocam os cachorros para “cruzar” e depois vendem sem saber se as pessoas estão cuidando ou não. Bom... esse é outro assunto.
Fale com o pediatra de seu filho (é bom você ter alguém desde o inicio para ser seu “mentor”), comente sobre seu animal e solicite a opinião dele.
Se você puder contrate um treinador, se seu cachorro for levadinho, vale a pena o investimento.
Se em casa vocês brincam com o cachorro de morder, correr, disputar brinquedos, é melhor começar a repensar sobre essas atitudes, pois o cachorro vai brincar assim com o bebê e com os brinquedos do bebê.
Comece a treinar seu animal de estimação para ficar do seu lado, calmo, sem se levantar, apenas após seu comando o mesmo deve ir para seu “colo”.
Nunca mostre ansiedade ao animal, isso afetará seu objetivo.
Incentive amigos com crianças a visitar sua casa. Assim seu animal de estimação vai se acostumar com gritos, empurrões, corridas na casa, etc.
Quando estava grávida assistia a muitos canais de “educação infantil e comportamentos”, colocava a Kitty (minha boxer) para ver os programas comigo, assim ela foi se acostumando a choros, gritos, ruídos diferentes do que ela estava adaptada. Pode ter certeza, isso ajuda muito, lembro-me da Kitty desesperada quando os bebês choravam na TV, ela ia até a tela e lambia a televisão, nesse dia tinha certeza que quando o Júnior nascesse eles seriam grandes amigos.
Se seu animal tem espaço livre pela casa, limite o quarto do bebê, é mais higiênico e seguro. A Kitty andava a casa toda, quando estava com 6 meses de gravidez, comecei a colocar os portões de segurança (aqueles que ajudam a segurar a criança e os animais), assim ela já foi se acostumando a alguns ambientes e respeitando os que não podia circular. Ela ficou muito mais educada e sensata. Até hoje se deixamos o portão aberto ela NÃO ENTRA SEM NOSSO COMANDO.
Outra tática que usei foi de deixar uma boneca com roupa de bebê no quarto do Júnior, as vezes circulava com a boneca nos braços e a Kitty ficava muito curiosa para saber o que eu estava carregando, e sempre dizia a ela “Silencio é o bebê, não late”. Deu certo, quando o Júnior nasceu mostrei meu bebê a Kitty com 4 dias de vida e ela não latiu, apenas olhou, virou de costas e foi embora. Acho que no inicio ela não gostou, ficou triste. Mas brincávamos com ela e com o tempo (menos de 1 mês) a Kitty voltou ao que era antes.
Planeje você tem tempo para isso e os animais são muito inteligentes, você vai se surpreender com a amizade que vai nascer de seu filho e seu animal.
Obs.: se você tem gato converse com seu obstetra, pois ele pode ser transmissor de toxoplasmose, mas vale lembrar que a toxoplasmose pode ser mais contagiosa para a grávida quando a mesma manipula CARNE CRUA, COME CARNE MAL COZIDA. Hábitos de higiene com seu gato, como limpar a caixa de areia todos os dias (peça para alguém fazer isso, ok? Ou use luvas), já ajuda a evitar a doença. Não se desfaça de seu animal, procure soluções fáceis e inteligentes.
Abraços








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