Ele está com cólica

Provavelmente se você é mãe de primeira viagem vai entrar em pânico quando escutar seu bebê aos gritos, ou melhor, chorando compulsivamente - berros de dor. Sempre li em artigos que se inicia com seis semanas, MENTIRA! Todos os bebês que pude acompanhar, inclusive o meu, iniciaram as cólicas com 15 dias, o meu para meu desespero começou com seis dias. Mas também desapareceu com três meses, como um milagre.  Alias por várias vezes pensei que esse “milagre” tinha ocorrido de tanto eu rezar, mas depois percebi que a reza só acalmava a mim, pois as cólicas eram aliviadas com pequenos truques, que vou descrever abaixo.


Fique atenta, pois esses truques foram de experiência particular com meu bebê e de amigas, sempre que você tiver dúvidas consulte seu pediatra.

Mas antes vamos aos sintomas para que você possa reconhecer uma cólica, acredito que não vai ser nada difícil, pode ter certeza, quando você passar pela primeira nunca mais vai esquecer.

Geralmente as cólicas parecem um alarme, isto é, sempre no mesmo horário e pode ser de duas a três vezes ao dia, mas com maior freqüência à noite.

O bebê fecha a mão com força, fica vermelho, grita muito, parece que está com raiva, puxa os joelhos em direção a barriguinha, faz careta e se contorce. O choro pode ser de 15 minutos ou até duas horas, no meu caso era uma média de 20 minutos. Aliás 20 minutos que dava para pedir muito a Deus para me dar forças quando o Júnior gritava estridentemente sem parar.

O que ajudou muito o meu “filhotinho” foi colocar bolsa térmica quente, aquelas bolsas de água quente, hoje é em gel. Logo que a crise iniciava, eu colocava a bolsa por 30 segundos no microondas, em seguida enrolava em uma fralda e colocava na barriga do Júnior, pressionando a barriga dele com a minha, no meio a bolsa térmica. Só o fato de ele me ver e a barriguinha começar a ficar quente as cólicas amenizavam, entendam aqui que apenas amenizava. Não se esqueça de colocar as perninhas encolhidas.

Outra coisa que eu fazia sempre a noite quando Júnior ia dormir, a última mamada do dia (23h) era de mamadeira artificial, essa mamadeira eu colocava em vez de água, chá de erva-doce torrado, isto é, torrava a erva-doce antes de fazer o chá, o gosto e o efeito são bem melhores. Daí preparava o leite artificial e pronto, o Júnior saltava gases a noite inteira, e de manhã o alivio das cólicas era bem menores. Aqui vale apenas um adendo: apesar de meu filho ter iniciado com apenas um mês de vida e somente à noite as mamadeiras artificiais, ele mamou no peito até oito meses, sem ao menos querer trocar o peito ou o leite materno pela mamadeira. Utilizei um bico de mamadeira que “imitava” o formato do peito da mãe e uma outra mamadeira especial que retirava o “ar” quando o bebê mamava, evitando assim, que ele engolisse o ar. Foi tudo muito bem planejado e conversado com o pediatra dele.  A mamada das 3h da manhã era no peito.

Obs.: muitos bebês têm cólicas devido ao leite artificial, a chás, ou qualquer outra alimento introduzido que não seja o leite materno, então fique bem atenta e sempre pergunte ao seu pediatra.

Foi um achado que eu consegui através de um curso de amamentação uma gotinhas homeopáticas para alivio das cólicas, as vezes parecia que eram milagrosas outras vezes 2que de nada adiantava. Mas o bebê de uma amiga era “tiro e queda”, tomava as gotinhas homeopáticas e adeus cólicas, ela teve muita sorte.

Caminhe no quarto, na sala, no jardim, onde você puder, coloque o bebê de bruços, isso ajuda bastante.

Sempre mantive um ambiente limpo, cheiroso e principalmente calmo para meu bebê, os sons baixos e barulhos nem pensar, isto pelo menos até os quatro meses de vida. Pois muitos bebês apresentam cólicas devido ao estresse do pai, da mãe, dos irmãos, enfim de sua casa.

As cólicas fazem parte do crescimento e amadurecimento do bebê, trata-se do intestino do bebê amadurecendo, as paredes intestinais se contraem e relaxam sem parar, e isso ocasiona gases, não temos como evitar, apenas amenizar.

Cabe a você como mãe aprender a confortá-lo, deixá-lo seguro e amado!

Boa sorte!

Obs.: Todos os itens relatados acima serviram para o meu filho, sempre concordância com o pediatra dele. O que foi excelente para mim, pode não ser para você e seu filho. SEMPRE CONSULTE SEU PEDIATRA.
 
 

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