Resfriado novamente

Li recentemente em um livro sobre cuidados com os bebês que uma criança até os dois anos de idade “pegará” em média 10 resfriados. Entrei em pânico!


Lembro bem do primeiro resfriado do Júnior, estava em um Hotel Spa em Minas Gerais e o entra e sai de ambientes com ar-condicionado e o tempo quente de Janeiro levou o mesmo ficar doente. Advinha!!?? Não tinha o médico dele por perto, mas tenho o celular e claro liguei em seguida pedindo auxilio. E como ele é bem prestativo me atendeu prontamente.

Os sintomas de um resfriado são bem diferentes de uma gripe. O primeiro sintoma do resfriado é a dificuldade de respirar pelo nariz, a coriza além de “atrapalhar” a respiração no dia-a-dia, dificulta na hora da alimentação e o sono da noite. Pode ter um pouco de febre – baixa – e momento de letargia, irritação e apego demasiado com os pais, isto é, manhinha de “quero mamãe”. Quando você está doente não pensa logo que queria a mãe do lado, dando sopa e cuidado das coisas para você? Pois bem, imagine um bebê.

Nunca dei antibióticos para o Júnior quando ele ficou resfriado, até hoje foram 03 resfriados, considero-me sortuda, por que ele tem um pouco mais de 1 ano de idade. O médico do meu bebê me explicou que resfriado é causado por vírus e por isso antibióticos não irão ajudar muito. Abaixo vou deixar algumas dicas de como cuidei de meu bebê, até no momento que estava longe de casa e longe do pediatra, mas quero deixar claro que essas dicas funcionaram muito bem para bebê, e pode ser que não dê certo para o seu, então consulte sempre seu pediatra.

Dicas:

1 – Bebida: dê sempre bebidas extras, isto é, dê água fervida e filtrada. Se o bebê mama no peito dê na quantidade que ele quiser e na hora que ele desejar. Crianças resfriadas devem ser tratadas de forma diferenciada, até por que muitas vezes eles perdem a vontade de comer e beber. Quando o Júnior pegou o primeiro resfriado ele tinha 03 meses de idade, dei bastante o peito, a todo o momento, por que ele mamava pouco (razão do nariz entupido) e estava muito nervoso.

2 – Quarto: manter o quarto umedecido. Comprei na farmácia um umidificador e coloquei no quarto do meu filho, foi um santo remédio, pois estávamos em janeiro e o tempo bem seco. Ajudou muito, inclusive a noite para ele dormir mais tranqüilo. A respiração dele ficou mais serena e é excelente para as crianças que estão com crise de tosse. Se você não tiver umidificador, pode colocar toalhas molhadas no quarto ou tigelas com água filtrada. Muito cuidado para não deixar o quarto frio. Pois chega um momento que o ar fica mais “gelado”.

3 – Banho: um banho quentinho à 37º ajuda nas crises de tosse. Quando meu filho estava com crise irritativa, eu dava um banho nele e enrolava rapidamente na toalha, tomando bastante cuidado com vento e gretas de portas e janelas. Era um “santinho” remédio.

4 – Nariz: essa parte era mais complicada. Limpar o nariz. Quando o Júnior era pequeno a tarefa era bem fácil, com o passar do tempo foi ficando complicado. Mas eu “lavava” o nariz com soro. Isso ajudava a remover o muco e o alivio era imediato, imediato mesmo. O Júnior se alimentava e dormia muito melhor. Muitas vezes eu espera ele dormir e colocava remédio (soro) no nariz e por diversas vezes acordava de madrugada e colocava soro. Acreditem meu bebê sarava mais rápido, ou pelo menos eu tinha a sensação de que ele estava se sentindo melhor.

5 – Febre: quando ele estava com febre, ou com aquela sensação de que alguma coisa está doendo, eu dava “paracetamol para bebê”, tudo isso na medida certa, com horas certas e com recomendação do pediatra. Nunca automedique seu filho, isso pode levar a conseqüências mais graves.

6 – Inalação: comprei um inalador para bebê e faço inalação com soro e mais um remédio que o médico me recomendou. Realmente o Júnior detesta aquele barulho, mas são 7 a 8 minutos que fazem toda a diferença. O muco começa a sair logo na sua frente, fica bem fácil à limpeza e remoção do mesmo no nariz.

No fim, toda mãe sabe o que fazer na hora do “aperto”. Temos um sexto sentido aguçado para tratar as crianças.

Boa sorte!!

Ao dar a seu filho qualquer medicamento, siga sempre as instruções de seu pediatra.
 

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