Carinho é bom demais e ainda estimula o cérebro


Você que é mamãe, titia, vovó, pode atestar carinho é bom demais. Dar e receber carinho é muito prazeroso, agora imagina o carinho de um filho.

Eu nem sabia o que era isso antes de 2009, não imaginava que um carinho ou um leve sorrisinho do Júnior poderia me dar mais energia e garra do que todas as vitaminas e promoções que eu poderia receber na vida.

Falo daquele sorriso inesperado de quando você se aproxima, como dizendo, “eu conheço você”, ou aquele olhinho que brilha quando olha fixamente em seu rosto. Nossa isso é sem dúvida o melhor carinho que posso receber.

Esses momentos e muitos outros são grandes oportunidades dar carinho, pois não existe apenas o lado afetivo e sim o lado intelectual. Sabe aquele mande de carinhas e expressões que fazemos ao bebê, que muitas vezes eles imitam ou até mesmos aqueles gestos que os bebês fazem para nós, de mover braço, pernas, olhar fixamente um ponto, risos, etc. Eles ajudam o bebê a desenvolver um conjunto de qualidades.

Muitos pais, inclusive eu no inicio, achava que meu filho só se comunicaria quando começasse a falar, mas estava enganada, ele se comunicou muito antes disso, com os gestos e expressões. Quando correspondemos a esses pequenos gestos estamos dando aos nossos filhos a capacidade de comunicar-se, eles são bem inteligentes e espertos, conseguem captar que estamos entendendo pelo nosso tom de voz e nossas reações. Criamos nas crianças a auto-estima em continuar o que estão fazendo, alias papai e mamãe estão entendendo o que eu quero.

Muitos especialistas dizem que esse primeiro entendimento gestual entre pais e filhos cria na criança em sua fase de idade escolar uma criança mais atenta e companheira dos coleguinhas. Uma criança aberta à recepção dos amigos e professores, inclusive conseguem entender quando a mãe ou o professor estão bravos, tristes, pois conseguem “ler” os gestos e expressões faciais. Conseguem perceber a mudança na voz e fazer seu próprio diagnostico da situação que está presenciando.

Todas as atividades que realizamos no sentido de demonstrar amor e carinho aos nossos bebês, fazem com que eles se sintam seguros e amados e com isso ajudamos a construir sua inteligência. Alias olhar a criança, pegar no braçinho, passar a não no rostinho, sumir, aparecer, rir, faz com eles comecem a entender que olhar, ouvir, rir, tudo isso pode ser trabalhado junto e com isso uma nova habilidade surge.

Inclusive a comunicação bidirecional, ajuda o seu filho a descobrir que ele é um ser e você outro. A partir do momento que a criança percebe que provoca reações e sentimentos nos pais ele se descobre como um indivíduo separado.

Claro que cada bebê reage de uma foram, posso dizer que meu filho é bem comunicativo, além da mamãe que conversa com ele o tempo todo, tenho uma babá que fala mais que rádio, e isso ajudou o Júnior a se expressar e trocar “palavras” conosco.

Oito dias antes do dia das mãe, quando ele tinha 7 meses, ele falou MÕMÕ, eu quase desmaie, hoje com apenas 13 meses, ele fala MAMA, PAPA, BABA, TITI, BOBO, DADA (quando quer algo), EI (quando o telefone toca), BUBU (passarinho), AU AU (cachorro), NENEM (quando se vê no espelho), RUMRUM (carro), ARUUUU ARUUUU (avião), e todo restante ele aponta e murmura ÃÃÃÃÃÃÃ (isso mesmos vários A´s), pedindo que pegue para ele. Agora a duas semanas atrás, ele começou a pegar minha mão e levar até o objeto ou alguma coisa que ele quer mostrar.

Se valer a dica, não fique quieta quando estiver trocando a fralda dele, converse, na hora do banho expresse, fale sobre a água, as costinhas, bata a mão (de leve) na água e faça ondas. Existem muitas maneiras de tirar o melhor de você e do seu filho. Encontre sua maneira de se expressar.

Use os olhares, os sorrisos, os leves sinais de amor e afeto. Isso vai fazer com que ele se manifeste. Dê prazer ao seu filho com seu carinho. Cheire o pescoço dele, fale baixinho ao pé do ouvido enquanto carrega ele no colo em casa, no jardim, no parque. Os resultados serão ricamente recompensadores para vocês dois. Os bebês falam por atos.

Ofereça a ele um monte de expressões faciais quando estiver falando, balbuciando, use vários tons de voz, alta e baixa, suave e mais forte (não é gritar e também falar rouco). Massageie o bebê e fale o que você está fazendo, sempre fiz isso com o Júnior e ele adora. Mova os braçinhos e perninhas do seu filho, fazendo sons e caretinhas.

Vale apenas lembrar que tomem cuidado com a hiper-estimulação, cada bebê tem seu tempo e de nada vale fazer tudo isso com uma recém-nascido. Quando você encontrar sua técnica, vá aprimorando, mantenha-se envolvida e envolva seu filho.

Sempre conversem com seu pediatra, eles ajudam e muito a entendermos nossos filhos e o tempo certo de cada “brincadeira”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário